31 agosto 2009

Tipologia Textual - Narração

narração
Na aula passada, estudamos o texto descritivo: estrutura, característica, conceito etc. Seguem os links para os que não leram sobre o assunto:

I. Tipologia Textual - Descrição
II. Interpretação de Texto - Concurso


Nas provas de Português, em todos os Concursos, estão presentes textos das mais diversas naturezas, por exemplo, persuasivo, informativo, humorístico, didático... Contudo, vale lembrar que todos se organizam em três modos: descrição, narração e dissertação.
Hoje estudaremos detalhadamente o texto narrativo. Acompanhe a aula:


  • NARRAÇÃO: narrar é relatar fatos e acontecimentos, reais ou fictícios, vividos por indivíduos, envolvendo ação e movimento.
  • Estrutura:
a) Introdução: apresenta as personagens, localizando-as no tempo e no espaço.
b) Desenvolvimento: através das ações das personagens, constrói-se a trama e o suspense que culmina no clímax.
c) Conclusão: existem várias maneiras de se concluir uma narração, por exemplo, esclarecer a trama.
  • Características:
a) Verbos de ação, discursos direto, indireto e indireto livre.
b) Imaginação para compor uma história cativante que entretenha o leitor, provocando expectativa. Pode ser romântica, dramática ou humorística.
c) A narrativa deve tentar elucidar os acontecimentos, respondendo às seguintes perguntas essenciais:

  • O QUÊ? - o(s) fato(s) que determina(m) a história;
  • QUEM? - a personagem ou personagens;
  • COMO? - o enredo, o modo como se tecem os fatos;
  • ONDE? - o lugar ou lugares da ocorrência
  • QUANDO? - o momento ou momentos em que se passam os fatos;
  • POR QUÊ? - a causa do acontecimento.
  • Exemplos:
Além do espelho, lembranças.
Um dia, quando encerrava meu trabalho, fixei a atenção em um simples objeto da minha sala. Caminhei, paulatinamente, ao seu encontro e, à medida que me aproximava, sentia meu ego explodir em sensações indescritíveis.
Ali, diante dele, parei. Meu reflexo testemunhava as marcas do passado e trazia, à tona, as lembranças da infância e da adolescência. As imagens, agora, misturavam-se, comprometendo minha lucidez. Senti meu corpo flutuar e minha visão apagar-se, de forma que eu me concentrava em recordações, apenas.
Assim, momentos depois, revia meus irmãos e vizinhos correndo em volta da mesa, mamãe fazendo o jantar, papai,lendo o jornal, os cães brincando no jardim e, também, meus amigos de colégio, antigos casos amorosos.
Recuperei o bom senso, por um instante, mas não durou mais que isso, pois, novamente, brotam outros pensamentos: o nascimento dos filhos e a ascensão profissional.
Minutos depois, tudo acabara. Diante de mim havia só um espelho, cujo reflexo já não era de um cenário fantasioso de minha mente.


Próxima aula: texto dissertativo.
Abraço
Prof. Eliane Vieira

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